O mundo parou diante de uma grande tragédia! O Haiti, o país mais pobre do ocidente, foi assolado por um terremoto de magnitude 7 (na escala que vai até 9), cujo epicentro foi a poucos quilômetros da capital do país, Porto Príncipe.
O caos tomou conta do que sobrou das ruas da cidade. Uma espessa nuvem de poeira cobriu os céus. Os gritos de pavor e desespero eram ouvidos em todas as partes. Pessoas gravemente feridas eram carregadas de um canto a outro. Por todos os lados, os sobreviventes da grande tragédia corriam desesperados, sem rumo, sem terem para onde ir. Numa condição muito pior do que a deles, milhares de pessoas estavam sob os escombros. Alguns vivos. Dezenas de milhares mortos.
As construções vieram abaixo. Prédios, casas, hospitais, escolas, igrejas. Em poucos segundos, tudo tornou-se num amontoado de pedras, ferros contorcidos e poeira. A maior tragédia dos últimos tempos anunciava o caos e o terror por todos os lados, numa nação que já era pobre, e que agora, tornou-se desolada.
O mundo está perplexo. Estima-se que mais de 200 mil pessoas morreram. Corpos, ou parte deles, são resgatados aos montes em cada quadra. Não há condições para sepultamentos. São amontoados e jogados como lixo em valas públicas. Milhares foram sepultados nas ruas, em vias públicas. Outros milhares, sequer serão encontrados. Já foram sepultados sob os escombros, vitimados pela mais assustadora tragédia vista pelo mundo.
O Haiti compreende a parte ocidental da ilha Hispaniola, e tem sua única fronteira com a outra metade da ilha, a República Dominicana.
O catolicismo romano é a religião oficial do estado, professada pela maioria da população, no entanto esses mesmos católicos, em sua grande maioria, praticam tradições vodu. O protestantismo está rompendo esta herança cultural e crescendo largamente no país, sendo já a segunda maior religião.
O Haiti tem uma herança religiosa maldita, levada pelos escravos africanos transportados para a ilha: o vodu. O vodu é uma crença sincrética, que combina elementos do catolicismo e de religiões tribais da África com raiz semelhante ao candomblé praticado no Brasil.
No vodu se venera um deus principal, o “Bon Dieux” e aos antepassados. Como esta crença é pouco conhecida, seu nome costuma evocar diabólicos ritos tribais nos quais um feiticeiro crava agulhas em um boneco para fazer com que alguma vítima, talvez a muitos quilômetros de distância, sofra dores horríveis, ataques cardíacos ou doenças incuráveis. O vodu é associado com freqüência ao Haiti, dado que os sanguinários ditadores François e Jean-Claude Duvalier usavam tais rituais para amedrontar suas vítimas. A palavra vem do vocábulo africano "Dahomey vodun" ou Vodun da África Ocidental, que significa espírito.
Em setembro de 1994, pouco antes dos Estados Unidos terem invadido o Haiti, supõe-se que foi celebrada uma cerimônia vodu que durou três dias, no quartel militar da junta dominante, para evitar que os invasores continuassem seu avanço. Durante a cerimônia, os espíritos violentos foram invocados e relatos não confirmados dizem que foram recebidas pelo menos treze pessoas como sacrifício. Em um país onde freqüentemente os “espíritos” fazem as leis serem cumpridas e onde as execuções são habituais, ninguém pode assegurar se ocorrem ou não sacrifícios humanos.
O EVANGELHO NO HAITI
Pesquisas recentes estimam que os evangélicos no Haiti somam cerca de 23% da população. Esse número, cada vez mais crescente, comprova que o Evangelho está promovendo uma grande restauração naquela nação. No entanto, o trabalho de evangelização daquele povo tão sofrido e tão profundamente enraizado no satânico vodu não é tarefa fácil, e requer tempo e investimento. O Haiti clama por missionários que lhes anunciem o caminho da paz.
A ASSEMBLEIA DE DEUS DE MARIETTA NO HAITI
Pr. Romain Couercide, Haiti
Nossa igreja, através da Secretaria de Missões SEMADEM, investe há quase 8 anos no Haiti, contribuindo com o trabalho missionário do Pastor Romain Couercide, um reconhecido líder evangélico naquela nação. Entre suas atividades de evangelização, está a escola para crianças, onde centenas de meninos e meninas aprendem, diariamente, as matérias seculares e, o que é mais importante, a Palavra de Deus. Acreditamos que o investimento nos pequenos promoverá a transformação daquele país, afinal, quando adultos, não serão voduístas, mas propagadores do Evangelho de Cristo. A longo prazo, o Haiti conhecerá uma geração de crentes haitianos como nunca em sua história.
Convidamos a todos os irmãos a se juntarem a nós no Projeto Haiti, com suas contribuições e, sobretudo, orações por aquele povo que vive o caos e o desespero.
Em breve, a SEMADEM divulgará o seu plano de auxílio ao Haiti, e desde já queremos chamar à consciência a necessidade de colocarmos as nossas mãos nessa grande obra. Envolva-se neste projeto. Ajude aquela gente tão necessitada e aflita. O Haiti clama por socorro!
HAITI, AS MARCAS DE UMA TRAGÉDIA
Por Adolfo Pereira
FONTES CONSULTADAS
Wikipedia
Globo.com